Vias urbanas: concreto apresenta inúmeras vantagens sobre o asfalto

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Incentivo da utilização de pavimentação de concreto na malha urbana e nas rodovias é o projeto defendido pela Abesc para os próximos anos 
 

O Brasil é um dos países latino-americanos que menos usa o pavimento de concreto nas vias urbanas das cidades e rodovias. Com o objetivo de mudar esse perfil, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc), em parceira com outras associações do setor, pretende lançar no próximo mês a elaboração de um projeto que visa incentivar os pavimentos urbanos feitos à base de concreto ao invés de asfalto.     

“Em países como a Argentina e o Chile, a malha de concreto corresponde a 60% e 50%, respectivamente. No Brasil, esse número é quase zero. O concreto traz inúmeras vantagens que vão da economia de combustível e maior segurança na frenagem de veículos à melhor reflexão da iluminação pública e redução de ilhas de calor”, explica o presidente da Abesc, Jairo Abud, em live realizada pelo Assuntos Concretos em 17 de junho.  

Ele acrescenta: “O fator econômico e a durabilidade também estão entre os pontos a favor, o custo inicial do concreto já é menor que o do asfalto e o final também, uma vez que a vida útil do concreto chega a 30 anos, contra 10 do asfalto”.      

Abud aponta que os primeiros passos no desenvolvimento do projeto de pavimentos de concreto é a elaboração de um conjunto de práticas recomendadas com normas técnicas, a disponibilização de conteúdos gratuitos para a formação de projetistas de pavimentação — que será realizado por um canal de Youtube da associação — e a habilitação de empresas e cooperativas que poderão executar as obras.  

Produtividade com a concretagem   

Outro aspecto defendido pelo presidente da Abesc é que as empresas de concretagem podem contribuir para aumentar a produtividade nas obras. Segundo ele, apenas 20% do cimento produzido no Brasil é escoado por concreteiras, um percentual que chega a 80% em países desenvolvidos como a Alemanha.   

“Isso acontece pelo baixo nível de industrialização da construção civil no nosso País. O concreto dosado em central (distribuído pelas concreteiras) aumenta a produtividade no canteiros de obras e oferece menos riscos aos trabalhadores em razão da condição insalubre que é fazer o concreto no local”, afirma.  

Para aumentar a produtividade nas obras também é recomendado o uso do concreto autoadensável, que tem como característica a capacidade de preencher os espaços da forma sem qualquer tipo de interferência ou vibração.   

Abud afirma que a relação custo-benefício do concreto autoadensável é favorável, uma vez que o custo mais elevado é compensado pela produtividade, com a possibilidade de construção de um ou mais pavimentos por dia.     

Neste sentido, outro item que precisa ser avaliado, segundo o presidente da Abesc, é o bombeamento do concreto que deve ser negociado pelo construtor para aproveitar o máximo de agilidade na prestação do serviço.    

A produtividade de uma obra também está ligada às inovações que as empresas de concretagem trazem para o mercado. Jairo Abud, comenta que, entre as inovações já presentes no mercado, estão a dosagem eletrônica que diminui a interação do operador com o concreto e os softwares de controle de programação do concreto que otimizam as viagens das frotas de caminhões betoneiras. 

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